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EM BUSCA DE UM CORAÇÃO SÁBIO
30/11/2009 , 13:42 hs

Os que não têm mais sede em aprender é porque se tornaram como barro endurecido pelo sol causticante da presunção. Não são mais maleáveis nas mãos do Artífice.

Em busca de um coração sábio
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“Ensina-me a contar os meus dias de tal forma que alcance um coração sábio”.Salmo 90:12

Que oração permeia seu coração para este novo ano?

Quais são as impressões que se elevam em sua alma em relação ao curso de sua história?

Como almeja você trilhar por este ano que se inicia em sua trajetória?

Acredito que esta oração do salmista pode apontar-nos aspectos que se tornarão relevantes em nossa caminhada.

1) A oração que o salmista faz revela-nos:

a) Os dias de nossas vidas não servem apenas para compor o ciclo de anos de nossa existência. Eles existem para serem contados.
Quer dizer que devemos viver cada dia como se fosse único. E o é. Pois um dia perdido, passado em branco ou desapercebido, nunca mais voltará.
Não é bem uma questão de fazermos ou não alguma coisa, alguma atividade ou algo que seja “útil”, mas sim de vivermos cada dia com as implicações, oportunidades, desafios ou adversidades que ele traz consigo.
Por isso Jesus disse que basta a cada dia suas próprias preocupações.
Ficar ansioso pelo dia de amanhã nos faz perder o dia de hoje. O dia de amanhã não pode nos ensinar nada, pois ele ainda não aconteceu. Só podemos aprender com os dias que vivemos ou que estamos vivendo.
Por isso o salmista ora: “Ensina-me a contar os meus dias”. A gente só conta o que tem.
O que o salmista está buscando em Deus é a capacidade de experimentar cada dia de sua vida como se fosse único.


b) Que é através dos dias que vamos amadurecendo.
O salmista entende que quanto mais dias ele vive mais amadurecido como ser humano ele deve se encontrar.
Por isso consta em sua oração: “De tal forma que alcance coração sábio”.
O salmista não pensa apenas em experiência racional, mas sim, que marquem profundamente seu coração. Ele não deseja apenas o que é pratico de cada dia, mas o que diz respeito à alma. Parece que ele deseja crescer sem se embrutecer. Deseja conhecer sem se tornar cético. Deseja saber sem se tornar soberbo. Deseja aprender com a mente e com o coração. Deseja ser prático sem perder a contemplação. Deseja ser realista sem perder a doçura, a ternura.
Muitos passam seus dias reclamando enquanto deveriam estar aprendendo com ele.
Muitos esbanjam seus dias em meio aos prazeres da carne enquanto deveriam fazer melhor proveito dele.
Quando despertarem (se despertarem) para a vida, talvez já seja bastante avançado em dias e pouco aproveite de sua vida.
Alguns pensam que os dias são todos iguais, mas não são. Todos os dias ocorrem mudanças.
As oportunidades mudam. Condições mudam. Quem hoje está bem amanhã pode estar mal e quem hoje está mal amanhã pode estar bem.
Necessitamos aprender a contar os nossos dias para que sejamos pessoas maduras, que sabem lidar com a vida.


2) Contar os dias de tal forma que se alcance um coração sábio se traduz na somatória de pelo menos cinco aspectos:

a) Sabedoria se adquire quando assimilamos as experiências vividas.
Quem nada tira de aprendizado das experiências vividas, sejam boas ou ruins, será sempre um tolo e o máximo que chegará é à categoria dos medíocres.

b) Sabedoria se evidencia quando não mais incorremos nos mesmos erros.
Os erros podem carregar em si o propósito de nos ensinar o que é certo e nos tornar maduros, mas certamente não existem para serem repetidos.

c) Sabedoria se alcança com a constante subida.
Subida tem o sentido e conotação de viver.

d) Perseverança e Determinação.
Para se viver tem-se que ter essas duas qualidades. Os que não perseveram são os que sucumbem pelo caminho. Os que não são determinados em relação à vida que têm para viver se tornam apáticos e sem brio. Os que não perseveram são inconstantes e os inconstantes não vivem a vida, mas apenas momentos e circunstâncias.
Os que não têm determinação não sabem o que querem da vida e não sabem em qual direção caminham, mas apenas caminham.

e) Humildade e sede de aprender.
Triste da pessoa que pensa já saber de tudo e que mais nada tem a aprender.
Os que não têm mais sede em aprender é porque se tornaram como barro endurecido pelo sol causticante da presunção. Não são mais maleáveis nas mãos do Artífice.

f) Sabedoria verdadeira e preciosa se adquire aos pés de Deus.
Por isso o salmista dirige sua oração a Deus. Provavelmente, depois de tantos dias vividos, ele tenha chegado à mesma conclusão que chegou o escritor de Eclesiastes:
“Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” – Ec. 12:13.
E entendeu que:
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento” – Pv. 9:10.
A pessoa que se torna verdadeiramente sábia é aquela que quanto mais vive mais percebe que a vida só é vida plena quando se crê que Deus existe e se vive ao seu lado.

Conclusão:
Que a nossa oração projete a mesma sede e busca do salmista: que Deus nos dê a graça de aprendermos a viver cada dia de nossas vidas de maneira tal que esse viver nos torne pessoas mais sábias e maduras.

Paulo R. P. Cunha
Pastor da Igreja Betesda de Curitiba – PR
Presidente do Centro de Combate à Violência Infantil - CECOVI
Caso queira entrar em contato:
E-mail:prpaulocunha@hotmail.com



 
Fonte: Dra. Maria Leolina Couto Cunha
 
Coordenação

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