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Capital da Infância - Unibrasil
12/11/2007 , 10:06 hs

Burocracia dificulta a adoção de crianças no Brasil

No Paraná quase 300 crianças aguardam a adoção, ao mesmo tempo em que 468 casais esperam um recém-nascido para adotar.

A procura por adoção de crianças cresce a cada dia no Brasil. Aproximadamente 200 mil meninos e meninas esperam encontrar uma família. De acordo com dados do Projeto Criança, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), somente no Paraná 1,3 mil crianças esperam por uma família. No
Brasil, são aproximadamente 20 mil crianças e adolescentes, na maioria meninos (58,5%), afro-descendentes (63,6%) e com idade entre sete e 15 anos
(61,3%), atendidos por abrigos. De acordo com o juiz da Vara da Infância e Juventude de Curitiba, Fabian Schweitzer, hoje existem 296 crianças prontas para adoção imediata no estado, mas “que ninguém quer”, ao mesmo tempo em que 468 casais estão na fila aguardando um recém-nascido para adotar. Até pouco tempo, as pessoas queriam apenas bebês, mas hoje já admitem a adoção de crianças com até cinco anos de idade”, diz.

Uma pesquisa feita em 2006 pela psicóloga Lídia Weber revela que o principal fator que estimula as famílias a adotarem uma criança é a infertilidade. Essa motivação para adotar ocorre mesmo entre os casais que já têm um filho biológico, e quando querem outro não conseguem. É um tipo de adoção que tem aumentado”, explica Lídia.
(Capital da Infância - Unibrasil, p.9 –Lucimery Suilhard)

 
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